Estão abertas as inscrições para o Edital Maestria de Terreiro!
O Prêmio Maestria de Terreiro é uma iniciativa do Ministério da Igualdade Racial, através da Diretoria de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e de Terreiros (DPTMAT) em parceria com o Projeto Encruza 2 da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A ação é voltada ao reconhecimento e premiação de Mestras e Mestres de Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana. Serão concedidos 10 prêmios de R$ 30.000,00 (valor líquido), sendo duas premiações por região do Brasil. Podem participar pessoas físicas brasileiras (natas ou naturalizadas), com idade mínima de 60 anos, reconhecidas como referências na preservação e transmissão dos saberes tradicionais. Serão contemplados:
-
02 (dois) prêmios para candidatos classificados na região Norte;
-
02 (dois) prêmios para candidatos classificados na região Nordeste;
-
02 (dois) prêmios para candidatos classificados na região Sudeste;
-
02 (dois) prêmios para candidatos classificados na região Centro Oeste;
-
02 (dois) prêmios para candidatos classificados na região Sul.
Fique atenta/o a todos os itens do Edital, os documentos necessários para inscrição, as orientações do vídeo e das cartas de reconhecimento. Será por meio deles que a banca vai analisar os itens do barema de avaliação, um documento também importante para você conhecer, que orienta quais os critérios serão considerados na análise das trajetórias. Se tiver dificuldades, não hesite em entrar em contato conosco!

Cronograma previsto para execução do Edital:
Por que ele existe
O Prêmio Maestria de Terreiro marca um momento histórico nas políticas públicas de igualdade racial no Brasil, consolidando-se como uma iniciativa inédita para o reconhecimento exclusivo de mestras e mestres de povos e comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana. Com foco no público acima de 60 anos, o prêmio estabelece um novo paradigma de reparação e valorização de saberes da tradição oral que resistem há séculos nesses territórios. Este edital constitui uma política de reparação racial e social, dando visibilidade ao saber ancestral e ao legado desses guardiões, permitindo que suas trajetórias sejam documentadas, premiadas e respeitadas como patrimônio vivo da nação. Esta iniciativa valoriza a dedicação de detentores de saberes que, com suas trajetórias de vida, fortalecem a memória e mantêm vivas as tradições das religiões de matriz africana, contribuindo para a preservação e transmissão de práticas e expressões culturais ancestrais.
Quais as categorias de saber serão contempladas?
Categoria 1: Memória, Tradição e Cuidado
Memória, tradição e cuidado orientam esta categoria, que reúne Mestras e Mestres Rezadeiras ou Raizeiras, guardiãs das rezas e das folhas sagradas (Ewe); Mestras Parteiras Tradicionais, que preservam saberes ancestrais sobre o parto e os cuidados maternos; Mestras e Mestres dos Contos da Mitologia Africana e Afro-Brasileira, transmissores de itans e narrativas sagradas pela oralidade dos sacerdotes e sacerdotisas; e Mestras e Mestres da Vestimenta Sagrada Afro-Brasileira (Axós), responsáveis pela confecção de indumentárias litúrgicas afro-brasileiras que mantêm viva a memória e a resistência cultural.
Categoria 2: Ancestralidade e Estéticas Afro-brasileiras
Ancestralidade e estéticas afro-brasileiras orientam esta categoria, que reúne Mestras e Mestres de artes sacras dos rituais afro-brasileiros, responsáveis pela criação de objetos litúrgicos produzidos para o uso sagrado e para a resistência cultural; Mestras e Mestres de cânticos litúrgicos afro-brasileiros, guardiões das melodias transmitidas pela oralidade e fundamentais para a condução ritual e a preservação dos saberes religiosos; e Mestras e Mestres dos toques afro-brasileiros, Ogãs e Alabês que dominam ritmos sagrados dos atabaques (e outros instrumentos como o agogô e o xequerê), articulando comunicação com as divindades (Orixás, Voduns ou Inkices) e conduzindo os momentos rituais conforme as tradições de cada nação.
Conheça quem está na Comissão Organizadora
Solyane Silveira Lima
Docente do Centro de Artes, Humanidade e Letras (CAHL) e do Programa de Pós-Graduação Profissional em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas (PPGPHADPI) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui Mestrado em Educação e Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação, Memória,Infância, Instituições e Práticas Educativas. Coordena a meta 3 do Projeto Encruza, oPrêmio Maestria de Terreiro, iniciativa inédita que reconhece e valoriza os saberes de Mestras e Mestres de povos e comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana.
Liliane Alves da Luz Teles
Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), lotada no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) atuando nas areas de Psicologia da Educação e Psicologia Social. Suas experiências e pesquisas têm como foco as infâncias, a interseccionalidade e a educação. É Doutora e Mestra em Educação pela UFBA e graduada em Psicologia. No Projeto Encruza, trabalha na perspectiva de fortalecimento e valorização dos saberes tradicionais dos povos de terreiro e de religiões de Matriz Africana como colaboradora do Prêmio Maestria de Terreiro.
Ludiana Sepúlveda do Sacramento
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Política Social e Territórios da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Graduada em Engenharia de Pesca pela mesma instituição, possui especialização em Meio Ambiente e Agroecologia pelo Instituto Federal Baiano (IF Baiano) e em Educação do Campo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Dedica-se ao estudo das relações de trabalho, direito, meio ambiente e segurança alimentar, com foco nas experiências das mulheres marisqueiras. Integra o projeto Encruza como colaboradora do Prêmio Maestria de Terreiro, contribuindo para a valorização dos conhecimentos ancestrais e a preservação cultural.
Joana Taíse Vilela dos Santos
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Política Social e Territórios da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (POSTERR/UFRB), sua trajetória de atuação possui segmento na defesa de direitos LGBTQIA+, inovação na gestão de projetos, direito e ensino superior. Graduada em Direito pelo Instituto de Ensino Superior Santa Cecília (IESC). Dedica-se ao estudo das políticas sociais de inclusão e acessibilidade com foco nas pessoas com surdez e a relação com a universidade, políticas públicas, território e educação. No Projeto Encruza, trabalha na perspectiva de fortalecimento e valorização dos saberes tradicionais dos povos de terreiro e de religiões de Matriz Africana como colaboradora do Prêmio Maestria de Terreiro.
Anderson Ferreira
Graduado em Museologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), é especialista em Política e Gestão Cultural, além de bacharel em Direito e advogado, com pós-graduação em Direito do Trabalho, Previdenciário, Contratos e Licitações. Atua na interface entre cultura, patrimônio e gestão pública, com sólida experiência na elaboração, coordenação e execução de projetos culturais. Como advogado e museólogo, destaca-se na elaboração de editais e projetos culturais, contribuindo para o fortalecimento de políticas públicas e iniciativas voltadas à valorização do patrimônio material e imaterial. Atualmente, é Coordenador Executivo da Fundação Hansen Bahia e mestrando em Estudos Antropológicos e Patrimônio Cultural pela UFRB, atuando também como consultor em projetos de pesquisa e ações culturais. Atua no Projeto Encruza colaborando com o Prêmio Maestria de Terreiro.



